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Resumo do Livro "No Limit Hold 'em: Teoria e Prática"

» COLUNA

Resumo do "No Limit Hold 'em: Teoria e Prática"

  por David Sklansky e Ed Miller

O texto definitivo sobre este emocionante jogo. Através de uma abordagem teórica, ele abrange conceitos críticos como manipular o tamanho do pote, ajustar corretamente aos tamanhos das stacks, vencer a batalha dos erros, ler mãos e manipular os oponentes de forma a que eles joguem mal. O livro explica este jogo complexo de uma forma minuciosa com uma análise completa e fácil de acompanhar. O "No Limit Hold 'em: Teoria e Prática" é a leitura ideal para qualquer pessoa à procura de melhorar o seu jogo em cash games e torneios. 310p (em papel)

Excerto do livro "No Limit Hold 'em: Teoria e Prática": Conceitos e Armas

Por vezes, deverias optar por um check-raise bluff no river quando uma aposta por bluff demonstra que não seria lucrativa.

Estas a jogar $5-$10 com uma stack de $1.000. Recebes

5s4s

na big blind. Um jogador faz limp, a small blind completa e tu fazes check. O flop traz

Qs9s2h

dando-te um flush draw. A small blind faz check e tu apostas $30. O limper faz call e a small blind fold. No pote estão $90.

No turn sai o Ac. Tu fazes check e a tua oponente também faz check. O 2d aparece no river.

Uma vez que a tua oponente deu call no flop, ela provavelmente terá qualquer coisa nesta altura. Pode ter acertado um par no flop ou pode ter acertado um de muitos draws possíveis no flop. Também é possível que não tenha acertado nada no flop ou então que esteja a fazer slowplay com dois pares ou trio.

Quando fazes check no turn e ela faz checked behind quando aparece o Ás, essa sequência de movimentos reforça a possibilidade de ela ter um draw ou então um par fraco.

O river, como é óbvio, não completa nenhum draw, portanto, se ela tivesse um draw no turn, a mão dela agora não vale nada (embora provavelmente ainda seja melhor do que a tua). Mas também é bem provável que ela esteja a segurar um par fraco (agora dois pares). Vamos dizer, por causa do argumento, que ela tem 60% de hipóteses de ter dois pares fracos, 20% de hipóteses para um draw falhado, 10% de hipóteses de não ter "nada" e 10% de hipóteses para trio de duques ou melhor.

Se apostares, achas que ela vai dar call 70% das vezes (quando tem um par fraco e quando tem trio ou melhor). Também achas que ela vai, ocasionalmente, dar call com as suas mãos "nada" e draws falhados. Dadas estas percentagens, decides que um bluff não seria rentável.

Então, fazes check. Ela aposta $50 (num pote de $90). Agora o cenário mudou complemente. O facto de ela apostar ajuda-te a restringir consideravelmente o seu leque de mãos.

Especificamente, seria muito mais provável que ela fizesse check com os seus dois pares fracos, na esperança de ganhar no showdown, em vez de apostar. Assim, o facto de ela apostar significa que provavelmente tem trio ou melhor (10% do total) ou então "nada" (30% do total). Se ela faz bluff com muita frequência, pode facilmente não ter nada na maior parte das vezes!

Um pequeno check-raise (vamos dizer mais $70 para $120) vai deixar-te apostar $120 para ganhares $140. Se estiveres certo e ela estiver a fazer bluff na maior parte das vezes em que aposta, então o teu check-raise bluff é lucrativo, enquanto que uma aposta por bluff não seria. Na verdade, mesmo que a tua suposição de que ela raramente apostaria uma mão como dois pares esteja um pouco errada, ela irá muitas vezes fazer fold dessas mãos perante um check-raise. É absurdo, mas é verdade: às vezes um check-raise bluff vai ser lucrativo quando uma aposta por bluff não seria.
Inclina-te mais para o semi-bluff quando não tens draw para nuts do que quando tens.

Quando pensas em fazer um semi-bluff com uma mão em draw, tens que comparar a expetativa de apostar com a expetativa de fazeres check.

Digamos que estimas que a expetativa do semi-bluff é uma determinada quantia positiva $X. Saber que fazer bluff tem uma expetativa positiva deverá necessariamente convencer-te a apostar, no entanto, fazer check poderá ser ainda melhor por uma ou mais razões:

  • Podes acertar o teu draw e ganhar dinheiro de alguém que teria feito fold contra o teu bluff. Por exemplo, se tens 9s8s numa board com 7c6s2d e o Th aparece no turn, podes ganhar dinheiro de alguém com Td6d, que teria feito fold perante a tua aposta no flop.
  • Fazer check, especialmente quando és o último a agir, pode permitir que vejas uma carta extra naquelas vezes em que o teu adversário já tem uma mão forte, com a qual faria raise forçando-te a desistir do bluff. Se fizeres check e acertares o teu draw, por vezes vais ganhar toda a stack do teu adversário. Além disso, ocasionalmente, fazer check irá transformar uma perda (da tua aposta por bluff) num grande lucro (do pote mais a stack do teu adversário).

Ambos os efeitos são mais fortes (favorecendo o check) quando tens um draw para nuts do que quando não tens. E se, para além de não teres draw para nuts, também existir a possibilidade de já estares drawing dead, devido à board estar dobrada, então o efeito é ainda mais forte.

Por exemplo, compara um 9s8s na board 7c6s2d com 9s8s numa board TcTd7d. Na primeira board, todos os teus oito outs dão-te o nuts. Na outra, não tens outs para o nuts, e podes até já estar drawing dead para um full house (ou para a segunda melhor mão, que te sairá cara, contra J-T ou T-6).

A primeira mão oferece-te uma boa hipótese de acertares o teu draw, apanhar alguém com a segunda melhor mão e para o double-up. A outra mão não te oferece grandes hipóteses para o double-up: se tiveres que ir all-in contra alguém, são maiores as hipóteses de já estares batido do que as de estares à frente do teu adversário.

Com odds implícitas limitadas, o semi-bluff torna-se mais atrativo numa board dobrada. O melhor para ti é que ninguém tenha acertado grande coisa e que consigas ganhar o pote imediatamente. No entanto, com draw para nuts tens expetativas maiores: ganhar a stack inteira de alguém.

(Nota: O conceito acima aplica-se apenas quando as stacks são grandes. Com stacks pequenas, o conceito inverso normalmente é verdadeiro)


Do livro "No Limit Hold 'em: Teoria e Prática" ©2006 por David Sklansky e Ed Miller.

O "No Limit Hold'em: Teoria e Prática", por David Sklansky e Ed Miller, assim como muitos outros grande livros da Two Plus Two Publishing, pode ser encontrado em algumas livrarias, e também está disponível online tanto no Amazon como na Loga Two Plus Two.

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