Sucesso a longo prazo no Poker Online com estratégias vencedoras – inscreve-te já grátis!

As melhores estratégias Com a estratégia correta, o poker torna-se numa brincadeira. Os nossos autores mostram passo a passo como funciona.

As cabeças mais espertas Aprende em conjunto com os mais bem sucedidos jogadores de poker nos treinos ao vivo e no fórum.

Dinheiro de Poker Grátis A PokerStrategy.com é completamente gratuita. Para além disso espera-te dinheiro de poker grátis.

Já és membro da PokerStrategy.com? Faz o login aqui

EstratégiaNo-Limit BSS

Crushing NL 50 (5) - Jogo específico dos adversários II

» COLUNA

Crushing NL50 (5) - Jogo Específico dos AdversáriosII

por Hasenbraten

No artigo anterior foram-te apresentados os aspectos básicos do jogo específico dos adversários: explorar, balancear e a aplicação desses conceitos na forma de leques de mãos polarizados.

Nesta segunda parte, os mesmo conceitos vão encontrar a sua aplicação na forma de semibluffs e indução ao erro. Além disso, vão-te ser apresentadas várias ideias básicas que podes aplicar contra diferentes tipos de adversários.

O foco estará mais virado para o jogo específico do adversário. Vamos examinar erros específicos cometidos por diferentes tipos de jogadores e sugerir alguns conceitos para tirar partido deles. Estes conceitos vão para além do simples "bluff a um nit" e serão baseados numa base teórica sólida.

Indução ao Erro

O termo indução ao erro é mencionado esporadicamente, mas até agora nunca esteve no centro das atenções. A indução ao erro está ligada ao balanceamento e serve para descrever a camuflagem das mãos neste contexto.

O objectivo é conseguir que o teu adversário não te coloque numa mão através da análise que faz ao teu jogo. A indução ao erro é muitas vezes a razão pela qual se efectua uma continuation bet, mas não deve ser a única justificação para tal. Se o teu adversário for bom na leitura de mãos, ele será capaz de tomar boas decisões contra ti se não fizeres uso do balanceamento e da indução ao erro. Estarias a dar uma vantagem significativa ao adversário sobre ti.

O objectivo é fazer com que seja o mais difícil possível ou até mesmo impossível para um bom adversário tomar boas decisões contra ti. Vamos olhar para esta situação em termos mais gerais.

Tu e o teu adversário têm determinados objectivos e expectativas para uma mão. Estes vão depender da tua própria mão e também da mão ou leque de mãos que esperas que o teu adversário tenha.

Se fores capaz de determinar com grande exactidão o leque de mãos do teu adversário, é pouco provável que os seus objectivos sejam os mesmos que os teus (as situações que são uma excepção a esta regra são fáceis de jogar). Como tal, é crucial que consigas manipular a percepção que o adversário tem do teu leque de mãos. Para sem mais simples: Contra um bom adversário não deves jogar todos os draws como se fossem draws, nem todas as mãos feitas como se fossem mãos feitas.

Bluffs Puros e Semibluffs

Uma introdução simples a este conceito são os semibluffs. Os seguintes critérios devem ser cumpridos:

  • Estás agora a jogar short handed.
  • Tens mais experiência.
  • És melhor na leitura de mãos.

O mesmo aplica-se aos teus adversários. Em boards secas tens em primeiro lugar duas opções. Ou jogas desta forma apenas mãos com equity suficiente, ou então também jogas bluffs desta forma, para além das mãos fortes.

A opção de não polarizar o teu leque de mãos e jogar mãos médias e muito fortes não será mais analisada. Para assumir um adversário perfeito, isso significa que ele ou sabe sempre quando queres ir all-in e questiona-se qual será o teu leque de mãos sempre que demonstrares força, ou ele tem que avaliar se queres ir all-in ou se estás a fazer bluff. Para tomar uma boa decisão ele precisa de informações exactas sobre uma situação específica ou estatísticas de confiança sobre a tua frequência de bluffs.

Se ele assumir que tu tens tendência para fazer bluff em determinadas situações, isso rapidamente levará a más decisões da sua parte. O teu adversário pode facilmente considerar que fazes bluffs mais frequentemente do que aquilo que acontece na realidade ou então o contrário, isto é, considerar que fazes bluffs menos frequentemente do que aquilo que acontece na realidade. Contudo, se nunca fazes bluffs, tornas as coisas para ele muito mais fáceis, pois ele apenas pode cometer erros na avaliação do valor do teu leque de mãos.

Um grande problema dos bluffs puros é que eles podem facilmente preencher o requisito de ter zero bluff equity. Contra um leque de mãos que continua a jogar, a sua parte do pote normalmente é zero. Como tal, um jogador com apetência para utilizar bluffs pode cometer erros muito caros quando avalia mal uma situação.

Os semibluffs mais ou menos fortes são um cenário diferente. Os semibluffs podem ter uma equity entre 25%-45% em vez de não terem nenhuma parte do pote. Até mesmo com estas mãos preferirias ver o teu adversário a fazer fold. Contudo, a sua frequência de folds pode ser muito mais baixa do que aquela que teria que ter para os bluffs puros e tu ainda não sofrerias uma perda.

O teu fold equity é muitas vezes tão grande que nem precisas de qualquer fold equity para fazer um all-in rentável. Contudo, neste cenário é necessário maximizar o teu fold equity para garantir que não tens apenas um valor esperado (EV) positivo, mas como também o máximo de EV possível.

Também é importante colocar no pote o último bocado de dinheiro, desde que isso possa criar mais fold equity. Por exemplo, muitas vezes tens que fazer call a um all-in com um draw depois de um check-raise, apesar de não ter odds para o call. Se existir a possibilidade de utilizar uma linha diferente para forçar o adversário a ter que tomar a decisão final e conseguir ao mesmo tempo criar fold equity, então deves optar por essa linha.

Exemplo 1

100BB Stacks

Preflop: Hero is SB with 8, 9
UTG raises 4BB, MP calls 4BB, Hero calls 3.5 BB

O coldcall no pré-flop é uma opção devido à possibilidade de um jogador fraco em MP/UTG/BB.

Flop: T, 7, 2

Este é claramente um flop excelente com montes de equity. Qual era o melhor caminho a seguir neste caso?

Assume que o UTG não é o fish nesta mão. Uma donkbet ou um check-raise são duas possibilidades para colocar dinheiro no pote. O problema com o check-raise é que só funciona se um adversário apostar.

Não é garantido que isto funcione, porque o flop não é o ideal. Um pote 3-handed com um fish incluído, o UTG pode fazer check de muitas mãos. Além disso, no turn restarão entre 2/3 a 3/4 do pote, dependendo do tamanho do raise.

Existem adversários que apenas fariam call no flop para ver a carta do turn. Se acertares, eles farão fold (pelo menos perante um flush). Se não acertares, eles farão call. Infelizmente, isso é exactamente o contrário daquilo que querias que eles fizessem. Contudo, podes facilmente representar aqui uma mão feita, o que afinal era o teu primeiro objectivo. Muitos jogadores optariam por jogar exactamente da mesma forma com TT, 77, 22 ou até T7.

Assim ficamos apenas com a donkbet, a qual é frequentemente a melhor escolha. Caso ambos os adversários façam fold no flop, podes dar-te por contente. Se um deles responder com um raise, podes colocar todo o teu dinheiro no centro da mesa no flop com uma grande quantidade de dinheiro morto e possivelmente até com fold equity. Desta forma, consegues evitar decisões difíceis no turn.

Caso o adversário faça call, terás que jogar o turn fora de posição. Além disso, é provável que o UTG faça raise ou fold de mãos com as quais apenas faria call em heads-up. Esse é o resultado da situação "sanduíche" em que se encontra por estar entre o fish e a donkbet.

Caso contrário, podes decidir no turn se queres continuar com o teu estilo de jogo agressivo ou passar a passivo. Tendo tudo isto em consideração, podemos concluir que a linha aposta/3-bet será mais fácil de jogar do que o check-raise.

O que é que tudo isto tem a ver com a indução ao erro? À primeira vista, nada. É um bónus o facto de esta linha agressiva e adequada aos draws também seja boa para as mãos feitas. Se jogares os sets e os draws monstruosos desta forma, de um ponto de vista teórico o teu adversário terá uma decisão bastante difícil pela frente.

Ele terá que avaliar cuidadosamente com que tipo de draws e mãos feitas é que poderás fazer fold. Ele também tem que ter uma boa capacidade para estimar como é que jogarias estes tipos de mãos nesta situação. É importante não revelar qualquer tipo de informação relativo ao teu leque de mãos. Aqui fica um exemplo para te ajudar a evitar as ideias de semibluffs no flop.

Neste flop podes ter na mão três categorias de mãos:

  • Mãos com força média do tipo top pair ou middle pair, talvez JJ. Estas derrotam overcards e draws, mas estão atrás contra a parte mais forte do leque de mãos do teu adversário.
  • Mãos fortes do tipo sets ou T7. Com estas mãos queres definitivamente ir all-in. O limite entre mãos com força média ou fortes depende da situação e dos adversários.
  • Draws de diferentes forças. São possíveis combo draws, single flush draws ou straight draws.

Isto representa aproximadamente o grupo de mãos com que queres jogar. Muitos jogadores optariam por check-raise + aposta de mãos fortes e check/call ou check/fold do resto das linhas normais. É óbvio que aqui não existe muita indução ao erro. Os leques de mãos não estão nada balanceados e não são fáceis de jogar contra.

Uma possibilidade para desviar dessas linhas é jogar aposta/3-bet com mãos feitas fortes e alguns draws. Dessa forma, podes jogar bem ambas as mãos, mas podes ficar em apuros:

Quando jogas check/call no flop, nunca podes fazer call a 3-bets a menos que acertes num draw. Ou aprendes a viver com o facto de que os adversários conseguem fazer-te bluffs, ou tens que incluir hero calls nas tuas mãos com força média. Esta é a linha alternativa que ilustramos. Sem entrar em muitos detalhes, deve ser referido que existem outras possibilidades de balanceamento destas linhas.

Se estivesses a jogar heads-up em vez de 3-handed, existia outra opção. Só podes fazer check-raise de draws simples com os quais farás fold perante uma 3-bet e fazer apenas call com draws fortes, bem como sets e dois pares.

Depois no turn podes fazer check-raise do teu leque de mãos completo. Esta era uma possibilidade para contrariar os segundos barris frequentes do teu adversário. Dessa forma (baixando a frequência dos segundos barris do adversário), conseguias mais facilmente levar até ao showdown mãos com apenas um par.

O processo de pensamento por trás disso é simples: joga parte do teu leque de mãos de forma diferente daquela que é esperada de ti. Deves garantir que os teus adversários não te conseguem colocar num leque de mãos exacto (mantém sempre no teu leque de mãos os bluffs e semibluffs). Além disso, também tens que estar preparado para os necessários hero calls quando estes não podem ser evitados.

O básico contra diferentes tipos de adversários

Uma classificação com base nas estatísticas foi evitada de propósito. É mais importante a forma de jogar de uma pessoa e quais os seus objectivos. Esta informação é para categorizar e estatísticas puras.

TAG fraco e tight (wTAG)

Podes apelidar este adversário como sendo um TAG fraco. Tight-agressivo é claramente um bom começo. Contudo, existem muitos jogadores que são geralmente fracos ou que jogam de uma forma muito esquematizada. Isso leva a falhas causadas pela falta de profundidade no processo de tomada de decisões.

O wTAG é muitas vezes um jogador marginal vencedor, porque existem de facto muitos fishs nas mesas. Contudo, ele não é um jogador forte. Vais conseguir ganhar dinheiro dele nos potes pequenos e médios. O wTAG joga muitas vezes com as suas cartas e sem prestar muita atenção ao leque de mãos do adversário. Como resultado disso, ele fica exposto a bluffs crus. Ele só muito raramente é capaz de jogar de forma criativa ou começar grandes bluffs.

Em grandes potes é provável que ele tenha uma mão forte, por isso nesses casos é pouco provável que tenhas uma grande vantagem. No geral, este tipo de jogador jogará pior do que tu. Podes estar constantemente a ganhar-lhe dinheiro sem que para isso tenhas que correr grandes riscos. Não será tanto como contra um fish a sério, mas contra ele terás +EV.

São várias as situações em que podes tentar ganhar pequenos e médios potes com um risco moderado. No pré-flop podes fazer 3-bets frequentemente, porque é pouco provável que encontres muita resistência. Deves certificar-te de que o seu leque de mãos inicial não seja muito pequeno (UTG raise!), caso contrário raramente terás calls leves ou 4-bets ou bluff 4-bets.

Por outro lado, muitas vezes vão existir situações rentáveis  para cold call. Vais poder frequentemente comprar o pote quer completes uma mão ou não. Tens que prestar particular atenção aos squeezes, porque o wTAG é propenso a levar com squeezes.

No flop, tanto os raises como os floats são boas jogadas para forças o wTAG a desistir da mão. Com raises no flop não tens que prestar muita atenção para aquilo que estás a representar, porque é pouco provável que o wTAG te faça calldown, uma vez que a tua mão aparenta ser um bluff. Até mesmo perante alguns calls no flop vais muitas vezes ver um fold. O wTAG não costuma utilizar segundos barris muitas vezes e normalmente joga muito tight no flop e no turn.

Este tipo de jogador também é susceptível de levar com terceiros barris por bluff, porque ele joga as suas mãos fortes rapidamente, particularmente quando está fora de posição. Depois de utilizar a linha check/call, check/call, é pouco provável que tenha uma mão com a qual queira ver uma aposta no river, por isso muitas vezes ele terá que fazer fold perante uma (mesmo quando ele deve considerar o hero call).

TAG sólido (TAG)

Tal como o próprio nome sugere, esta é uma versão mais forte do wTAG. As fraquezas que foram apontadas ao wTAG desapareceram com esta versão ideal de um TAG. O TAG joga de forma similar a um wTAG. Contudo, ele está disposto e é capaz de desviar-se do seu plano de jogo. Ele tem uma base tight, mas quando confrontado com demasiada agressividade e frequentes bluffs, ele ajusta o seu jogo correctamente.

Ele vai responder a pequenas 3-bets com calls, 4-bets e um leque de mãos para raise de abertura modificado. Os floats e ataques no flop vão ser combatidos com re-bluffs e re-floats, bem como calldowns leves quando for necessário. Este adversário também percebe os semibluffs no turn e é capaz de ajustar o seu jogo. Resumindo, o TAG não está interessado em jogar contra ti desde que considere que és um adversário acima da média. Contudo, se te atravessares no seu caminho, prepara-te para a guerra.

Quando dois jogadores a utilizar a mesma estratégia se defrontam, um deles vai ter que desistir, ou o jogador que conseguiu aperfeiçoar melhor o estilo é que vai ganhar. Quando fores confrontado com decisões complicadas, tens a opção de continuar a jogar com o teu estilo tight-agressivo e confiar na tua intuição. Alternativamente, podes adaptar-te à situação e começar a jogar ainda mais tight (evitando assim este tipo de decisões) ou mais loose (alterando a dinâmica).

Esta última opção pode funcionar se jogares bem, caso contrário pode ficar muito cara. Vais ter dificuldade em ganhar dinheiro a TAGs se eles não tiverem tendência para serem também um pouco de wTAGs. O TAG não te vai causar problemas de propósito, mas não será o teu jogador preferido na mesa.

Loose-aggressive (LAG)

Não vamos fazer uma distinção entre bons e maus LAGs, porque muitas vezes os maus LAGs são maus TAGs que jogam mais mãos ou são simplesmente maníacos. Um LAG opta por uma abordagem diferente quando comparado com um TAG. Para conseguir obter lucros, ele tenta com muito mais dedicação a indução ao erro e a provocação de erros no adversário. Ele faz isso ao confrontar os seus adversários com uma agressividade fora do comum.

Até mesmo no pré-flop existe um comportamento básico que pode ser explorado com lucro, por exemplo o comportamento de roubo. Pega num jogador que faz raises de abertura a partir do CO em 27% dos casos. Se ele levar com uma 3-bet, ele normalmente só joga com TT+, AK, i.e. 3,50%. Ele, portanto, quando é confrontado com uma 3-bet faz fold em 87% dos casos como uma reacção padrão.

Se um jogador arriscar 12BB numa 3-bet depois de um raise de abertura de 4BB e tu ignorares os casos em que um terceiro jogador entra no pote, este raise vai criar um lucro directo de EV = 0.87 * 5.5 – 0.13 * 12 = 3.225 BB

Este é um grande valor de EV para um risco de apenas 12BB. Um TAG sólido tem noção disso. Em contraste com um LAG, ele não força a exploração. Um TAG simplesmente aproveita para aumentar a sua frequência de 3-bets e não aumentar a pressão sobre o raiser inicial, para que assim não tenha que alterar o seu plano de jogo. Por outro lado, um LAG vai atacar esta posição mais duramente, o que obriga o adversário a reagir e a destruir uma situação que inicialmente era +EV.

Se tiveres sorte, a situação vai ser substituída por uma que é ainda mais lucrativa. Normalmente, este tipo de comportamento também tem um impacto na imagem do LAG. Isto pode ser projectado para o comportamento depois do flop.

Mais uma vez, o TAG tem mais propensão para continuar a tentar ganhar valor de uma determinada situação. Por outro lado, o LAG tende a explorar demasiado a situação, o que obriga o adversário a responder da mesma forma. Essa reacção por vezes é má, porque o jogador é obrigado a sair da sua zona de conforto, enquanto que o LAG sabe exactamente aquilo que está a fazer.

Enquanto que um bom TAG na mesa pode ser incómodo, um bom LAG pode ser um verdadeiro problema. Não podes simplesmente responder a este tipo de jogo loose e agressivo com mais do mesmo, particularmente quando não estás habituado a isso. A única opção que tens é estudar o LAG e descobrir os pontos do seu jogo em que não joga bem.

A boa notícia é que uma vez que um LAG  tem que tomar tantas decisões, é inevitável que algumas delas acabem por ser más. O problema é que se quiseres sair vencedor vais ter que te envolver em algumas situações marginais.

A resposta mais apropriada é provavelmente um estilo moderadamente passivo. Jogas menos agressivamente e dás menos atenção à construção do pote (o LAG faz isso por ti). Limitas-te a jogar para o showdown. O grande número de mãos que um LAG joga significa que a sua equity média é relativamente baixa. Se conseguires chegar bem com as tuas mãos ao showdown, esta é uma forma de encontrar um ponto de partida para o jogo.

Globalmente, o LAG é provavelmente o candidato mais incómodo que te apresentamos. Ele é bom jogador e é pouco provável que ganhes muito dinheiro contra ele. Ele é muito agressivo e se quiseres ganhar alguma coisa tens que lutar arduamente. É aqui que a tua capacidade para leitura de mãos, criatividade e conhecimentos entram em jogo.

Maníaco

Os maníacos na mesa são similares aos LAGs. A grande diferença é que eles são maus jogadores. Podes ganhar muito dinheiro à custa deles, porque é provável que contra eles tenhas uma grande vantagem. Enquanto que o LAG tenta aumentar o seu EV ao exercer montes de pressão, os maníacos muitas vezes ficam contentes por apenas criarem pressão.

Podes ver isto muitas vezes quando reparas que os maníacos não são capazes de ajustar o seu jogo aos diferentes tipos de adversários. Eles jogam constantemente de forma agressiva e sem qualquer preferência, e até tentam bluffs em situações que não fazem qualquer sentido.

Enquanto que contra os LAGs podes tentar ganhar alguns potes sem ir ao showdown, contra os maníacos essa é uma abordagem errada. Aqui vais ganhar as tuas mãos no showdown contra mãos feitas jogadas de forma errada ou bluffs do maníaco. O slowplay e os hero calls devem ser as tuas armas de eleição para jogar contra este tipo de jogador.

Também é importante memorizar determinadas jogadas que o maníaco utiliza. Enquanto que os bons jogadores muitas vezes variam as suas linhas, os maníacos (como basicamente todos os maus jogadores) apenas têm uma selecção muito limitada de linhas à sua disposição, as quais utilizam apenas para um único tipo de mão.

Com determinados draws fazem raise no flop ou no turn, enquanto que com outros não. Por vezes, um check no river vai levar sempre com uma aposta, mesmo que um bluff tenha pouca probabilidade de ser bem sucedido. Outros apenas fazem check-raise em todos os flops, etc.

Muitas vezes vais conseguir identificar uma jogada que é errada. Os maníacos têm tendência para jogar draws e mãos fracas muito agressivamente, enquanto que tentam ao mesmo tempo também fazer muitos slowplays. Uma das razões é o seu próprio estilo de jogo. Todos os jogadores de poker assumem que os outros jogadores seguem uma lógica que é similar à sua. Como tal, o maníaco opta por fazer muitas vezes slowplay, porque isso resultaria bem contra ele próprio.

Esta é outra diferença quando comparado com um LAG. Um LAG sabe que para jogar os seus bluffs e semibluffs, ele também tem que jogar as suas mãos feitas para obter valor agressivamente. É por isso que é mais fácil jogar contra um maníaco do que contra um LAG.

Nem sempre é divertido jogar contra um maníaco. Contudo, se mantiveres o controle do teu próprio jogo, a situação é provavelmente a mais lucrativa de todas.

Loose-passivo (LPA)

Também conhecido como calling station. É claramente um jogador perdedor e fácil de jogar contra. Devido à sua passividade, ele raramente ou nunca vai causar problemas. Mesmo com uma mão fraca vais poder comandar o tamanho do pote e ir até aos showdown, o que outro jogador já teria feito com que a tivesses abandonado. Os LPAs normalmente jogam apenas com as suas cartas. Raramente jogam de forma agressiva e quando o fazem, são normalmente mãos feitas ou bluffs puros.

Os LPAs muitas vezes preferem jogar os draws passivamente do que agressivamente, pois querem ver se conseguem acertar. Os LPAs, tal como os maníacos, perdem muito dinheiro no showdown, porque vêem muitos deles. Contudo, são incapazes de ganhar potes sem ver showdowns. Estão constantemente a perder dinheiro e são susceptíveis a apostas por valor.

A sua abordagem é bastante estática. Assim que metem na cabeça um objectivo, vão tentar alcançá-lo independentemente de tudo. Muitas vezes querem apenas chegar ao showdown, enquanto que noutras querem muito fazer bluff. Eles raramente, ou nunca, levam em conta as mudanças na board. As cartas da board não fazem qualquer diferença para o seu jogo.

Contra os LPAs deves ajustar o teu jogo para que possas acertar em mais mãos com força média. A indução ao erro e os bluffs perdem importância. Devido à sua passividade, raramente vês um grande pote que necessita de uma mão forte. Globalmente, vais ganhar mais com mãos com força média, como por exemplo top pair.

Não é verdade que os LPAs nunca fazem bluffs. Isso é simplesmente errado. Eles fazem bluffs e são capazes de o fazer ao longo de várias streets. Infelizmente não o fazem o número de vezes suficiente para os tornar perigosos.

 

Comentários (2)

#1 jandsonpower, 04.01.11 19:24

Perfeito esse artigos sempre me atrapalhava em diferenciar os tipos de vilões.

#2 Brubaker1982, 10.09.12 18:49

Marcando como lido...